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A mostrar mensagens de setembro, 2010

A Fábrica Alçada - Factos e Figuras da História da Covilhã

A FÁBRICA ALÇADA   Foram várias as unidades industriais que, a partir de meados do séc. XIX, foram fundadas por membros da família Alçada. Contudo, só uma delas ficou designada de “Fábrica Alçada” apesar de ter sido fundada, em 1840, por Manuel Nunes Mouzaco e se encontrar adjacente a uma outra, fundada por João Mendes Alçada. Trata-se de duas pré-existências, nas margens da ribeira da Carpinteira, que, em 1840, foram adquiridas por estes dois empresários covilhanenses, vindo as mesmas a desenvolver-se paralelamente. Em 1864, eram já duas fábricas completas. Após o falecimento de João Mendes Alçada, em 1875, na partilha dos bens, a sua empresa coube, entre outros, a Manuel Mendes Alçada, vindo a dar origem à “Manuel Mendes Alçada & Filhos”, fundada em 1902 e que, em 1946, veio a ser adquiridas pela firma “Alçada & Rosa, Lda.”. Entretanto, a empresa de Manuel Nunes Mouzaco passou a “Mouzaco & Cª.”, tendo diversificado os seus empreendimentos, a partir de 1859, atravé...

A Fábrica Campos Melo - Factos e Figuras da História a Covilhã

A FÁBRICA CAMPOS MELO   Foi a sede de um grupo empresarial que marcou profundamente a história dos lanifícios tanto a nível local e regional, como nacional. Também conhecida por Fábrica Velha, deve esta designação ao facto de se encontrar instalada num dos mais significativos espaços arqueológico-industriais covilhanenses, nas margens da Ribeira da Carpinteira. Trata-se do local onde, em 1677, sob intervenção do Conde da Ericeira, se instalou a Fábrica Nacional de Sarjas e Baetas, que, em 1780, viria a ser ocupada pela Tinturaria de José Henriques de Castro e, posteriormente, dos seus herdeiros. A partir  de 1845, os irmãos José Maria da Silva Campos Mello, Comendador (1808-1866) e Francisco Joaquim da Silva Campos Mello, 1º Visconde da Coriscada (1824-1876), hábeis comerciantes, instalaram a empresa que possuíam, desde 1835, na Rua Direita e um engenho, no Sítio da Califórnia (Engelho dos Mello), fundado em 1844 e explorado sob a designação comercial de “Gregório Nunes Gera...

A Real Fábrica Veiga - Factos e Figuras da História da Covilhã

A REAL FÁBRICA VEIGA   Em 1784, José Mendes Veiga (1762-1817), um negociante de lãs e panos, cristão-novo, natural de Belmonte, fundou, nas imediações da Real Fábrica de Panos, junto à Ribeira da Goldra, uma manufactura de tinturaria e acabamento de tecidos, que veio, posteriormente, a ser conhecida como a “Real Fábrica Veiga”. Em 1803, para além da tinturaria e da casa para tesouras e prensas, já possuía um engenho de cardar e fiar, uma casa de teares e 6 râmolas de sol. Após a morte do fundador, a empresa passou a ser dirigida pela viúva, D. Rosa Jacinta de Carvalho Veiga, e pelos filhos (Rafael, José e Manuel), primeiro sob a designação de “Viúva Veiga & Filhos” (1817-1822) e, seguidamente, sob a de “José Mandes Veiga & Irmão” (1822-1829). Defensores do ideário liberal e partidários de D. Pedro, os filhos de José Mendes Veiga, entre 1829 e 1834, tiveram que exilar-se, tendo então a fábrica ficado a ser dirigida pela mãe, sob a designação de “Viúva Veiga” (1829-1834)...

Monumento aos Soldados Mortos na Grande Guerra - Factos e Figuras da História da Covilhã

MONUMENTO AOS SOLDADOS MORTOS NA GRANDE GUERRA O monumento aos mortos da Grande Guerra nasce de um movimento juvenil criado na cidade por iniciativa do jornal “O Raio”. Para a sua construção constituiu-se uma primeira comissão integrada por Júlio Carneiro, António Lopes Paes, José Cruz Alves da Silva, Alberto Fazenda, Manuel Gonçalves, José Cavaca Júnior e João Oliveira. O lançamento da primeira pedra inseriu-se num programa mais vasto de homenagens ao regimento de Infantaria 21, que teve lugar em Março de 1925, do qual sobressaiu a imposição da Cruz de Guerra como resultado do raid de 9 de Março de 1918 levado a cabo pela 1ª companhia capitaneada por Ribeiro de Carvalho e onde se distinguiu heroicamente o alferes Gonzaga. Mas contrariando o entusiasmo de 1925 aquando do lançamento da primeira pedra, na praça de S. Pedro, na Covilhã, as obras não se iniciaram nos tempos seguintes. Na imprensa local surgiam com frequência críticas ao sucedido. Passado um ano os trabalhos eram retomados,...

Igreja do Sagrado Coração de Jesus - Factos e Figuras da História da Covilhã

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IGREJA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS     Construída sobre o templo medieval de São Tiago, a igreja do Sagrado Coração de Jesus foi a primeira a ser construída na Covilhã depois da sua elevação à categoria de cidade. Também a igreja de São Tiago havia sido um dos primeiros templos a ser erguidos na Covilhã. Desta antiga construção apenas nos chegaram escassas descrições do seu interior, nomeadamente, da existência de três altares onde entre várias imagens se destacavam duas de São Tiago, uma combatendo os mouros, outra envergando os trajes de romeiro. Em 1192, foi doada ao mosteiro de S. Jorge de Coimbra, tendo-lhe sido confirmada, em 19 de Fevereiro de 1221, pelo Papa Honório III através da bula Sacrosanta Romana Ecclesia .   Com a extinção da freguesia de São Tiago, a igreja foi perdendo prestígio, apesar da reedificação empreendida, no século XVIII, pelo Prior Manuel dos Santos de Bastos. Em 1875, é adquirida pelos Jesuítas, representados pelo Padre Nicolau Rodrigues. Nos dois anos que...

Correios - Factos e Figuras da História da Covilhã

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CORREIOS     No século XVIII, após o terramoto, o correio chegava à Covilhã todos os sábados durante o Verão e aos domingos durante o Inverno. Estafetas levavam o correio para o Fundão e Castelo Branco às sextas-feiras e para a Guarda às segundas-feiras.   Na segunda metade do século XIX os serviços de correio e telégrafo, este último instalado em 1860, são transferidos para um novo edifício que mais tarde serviria de sede provisória à Câmara Municipal e em 1958 era transformado em sede da esquadra da P.S.P. A transferência dos serviços para o novo edifício ficou-se a dever ao grande fluxo de correio que então se verificava. No final do século XIX, recebiam-se e expediam-se anualmente mais de cem mil bilhetes-postais, mais de 40.000 amostras e cerca de 6.000 encomendas. Igualmente digno de interesse é o número de jornais expedidos que atingia os 40.000 exemplares, mais do que aqueles que eram recebidos. Já durante o Estado-Novo foi dispensada, por parte da tutela, uma atenção especial ...

O Banco da Covilhã - Factos e Figuras da História da Covilhã

O BANCO DA COVILHÃ   Criado em 1874, quatro anos após a elevação da Covilhã a cidade, constituiu a primeira instituição financeira aqui sedeada. Começou por se instalar no edifício onde actualmente funciona o Lar de S. José, no Largo Eduardo Malta, tendo sido transferido para a Rua 1º de Dezembro, para o imóvel que veio a ser propriedade da Associação de Socorros Mútuos “Mutualista Covilhanense”, que ocupou até à sua liquidação, em 1933. Foi constituído como sociedade anónima, de responsabilidade limitada, com um capital social de 1.500 contos, que poderia vir a ser elevado até 3.000 contos, dividido em acções, nominativas e ao portador, de 100$000 réis, tendo iniciado a sua actividade com um capital de 750 contos. Foram seus instaladores os portuenses Manuel Joaquim Vieira Braga e Anastácio Gaspar Ferreira Leão, sócios da firma Vieira & Leão. O Banco da Covilhã tinha por função realizar um conjunto de operações financeiras comuns às restantes instituições bancárias, nomeadamente a...

Garagem de São João - Factos e Figuras da História da Covilhã

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GARAGEM DE SÃO JOÃO   No local em que se viria a erguer a Garagem de São João existia desde 1875 um teatro denominado de “Teatro Velho”. Na década de 30 do século seguinte, a Câmara Municipal decidiu vender em hasta pública o Teatro Velho. De entre as condições de venda, constava a obrigatoriedade de ali se construir uma nova casa de espectáculos. No início dos anos quarenta, uma sociedade empresarial, constituída por Francisco da Silva Ranito, Eurico Jotta Roseta e José Ranito Baltazar, decide dotar a Covilhã de um cinema digno da grande “Manchester Lusitana”, adquirindo para tal o Teatro Velho. O anteprojecto para o Cine-Teatro S. João, assim se chamaria a futura casa de espectáculos, assinado por Luís Filipe Ranito Catalão, deu entrada na Câmara Municipal em 1944. Um ano depois daria entrada o projecto definitivo assinado pelo arquitecto Carlos Ramos, um dos grandes nomes da arquitectura do século XX e um dos introdutores de modernismo em Portugal. O seu projecto para o Cine-Teatro ...

Plano de Melhoramentos de 1883 Da autoria do Engº Antunes Navarro - Factos e Figuras da História da Covilhã

Plano de Melhoramentos de 1883 Da autoria do Engº Antunes Navarro   Pedroso dos Santos é um dos primeiros presidentes da Câmara Municipal da Covilhã, senão o primeiro, a apresentar uma preocupação efectiva com o ordenamento urbanístico. Ainda vereador, em 1882, propõe a realização de uma série de melhoramentos na cidade. Esta proposta conduziu a elaboração, pelo engenheiro Antunes Navarro, de um projecto denominado de plano de melhoramentos, apresentado em 24 de Janeiro de 1883. Este plano visava dotar a cidade de novas vias de comunicação e serviços públicos então considerados indispensáveis numa cidade moderna. Entre as novas artérias destacava-se a Rua Nova, uma via paralela à Rua Direita que iria unir o novo mercado, a construir no local da igreja de São Pedro, e o mercado de gados, a construir junto à igreja de São Francisco, a qual foi orçada em 25.500$00 réis. Outra das vias faria a ligação entre a igreja de São Paulo e o Pelourinho. O Pelourinho continuaria a ser o coração da c...

Carta Régia de D. Luis I elevando a vila da Covilhã à categoria de cidade - Factos e Figuras da História da Covilhã

Carta Régia de D. Luis I elevando a vila da Covilhã à categoria de cidade   Por decreto de 20 de Outubro de 1870, foi esta villa de Covilhan, merecidamente, elevada à categoria de cidade; e em 16 de Janeiro de 1871, foi expedida a seguinte carta régia:   “Dom Luíz por graça de Deus Rei de Portugal e dos Algarves N" Faço saber aos que esta Minha Carta virem que attendendo a que a minha notável Villa de Covilhã, no districto de Castello Branco, é uma das villas mais importantes do Reino pela sua população e riqueza. Attendendo a que a mesma Villa é uma das Povoações do Reino que mais se tem distinguido pela fecunda iniciativa de seus habitantes na fundação e aperfeiçoamento de muitos e importantes estabelecimentos fabris, cujos productos podem já disputar primasia com os das fábricas estrangeiras mais acreditadas pelo seu desenvolvimento industrial. E desejando dar aos habitantes da referida Villa um solene testemunho do subido apreço em que tenho os seus honrados esforços pelo prog...